sexta-feira, 26 de março de 2010

Amor Banalizado

Você... Ja parou para pensar em algum momento com quem você gostaria ou acha que gostaria seguir o resto da sua vida, junto,sempre do lado?, aquela pessoa que você pode ter certeza que quando ''mergulhar'' no olhar dessapessoa, a certeza vem a tona, e você para e pensa (...) sera que estou fazendo a coisa certa, ou apenas tendo a atitude mais logica? hoje o amor se banaliza, milhares, centenas e milhares de pessoas dizem (Te amo) sem a menor NOÇAO, que uma simples palavra dessas, pode maguar, ferir, fazer sofrer, se depremir, em quanto a pessoa que diz ''Eu te amo'' se sente inocente SEM MENOR NOÇAO, que na cabeça da outra pessoa, ela esta pensando, que vc gosta dela, que vc REALMENTE a ama, o maior medo de um homem é despertar o amor de uma mulher e nao ter a coragem de agarrar esse amor e vice versa.Amar e ser amado corresponde a uma busca intermitente que, de tão complexa, a primeira pessoa que encontramos já julgamos ser a nossa cara metade, o ser andrógino. Condenados, sentimo-nos separados, punidos por nossos ultrajes, embora o tempo todo desejássemos, nem que fosse por um curto período, o reencontro. Atualmente, o amor foi banalizado, deixou de ser gratuidade para ser uma troca mercantil.Semelhante a um objeto, ele se transformou em um sentimento cobrado, que pode, estranhamente, ser comprado e,por conseguinte, substituído, como indica a rotatividade das relações amorosas. Assim, o amor contemporâneo, como osprodutos perecíveis nas prateleiras dos supermercados, tem data de validade.Espera devemos amar ou nao..?Amar e não ser amado é, indubitavelmente, um mal menor do que não tentar amar. Todavia, sendo gratuidade, melhor quem ama, ainda que não correspondido, do que quem, por insegurança, não procura amar. Porquanto, de acordo com o pensamento filosófico, tudo está em constante movimento e transformação; por conseguinte, quem não ama poderá ser amado, quem não é amado, poderá tentar amar, quem não é correspondido, poderá sê-lo, com todos os riscos que as tentativas implicam. A demais, oferecer o nosso amor para quem não quer ser amado apenas potencializa a capacidade humana de arriscar-se. Ainda que não dê certo, o mais importante é que, como afirmaria Martin Buber, nós nos abrimos para o outro, sem temê-lo.

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